MAL DE ALZHEIMER E EXERCÍCIO FÍSICO

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06.11.2018, 15:14

MANTER-SE ATIVO É O MELHOR MODO DE SE COMBATER A DOENÇA

Induzir a produção de novas células nervosas em ratos que sofrem de formas de demência combate o declínio cognitivo. Qual o método ideal para estimular o surgimento dessas novas células? A atividade física: este é o melhor jeito para se criar no indivíduo um ambiente favorável ao crescimento neuronal.



Por: Equipe Saúde 247

 
A comunicação entre células nervosas em uma ilustração científica.

Estimular processos de neurogênese (o nascimento de novos neurônios) nas áreas cerebrais implicadas na codificação das lembranças melhora as funções cognitivas nos ratos usados como cobaias para se estudar o Mal de Alzheimer. Essa “produção” pode ser induzida em vários modos – por exemplo, usando fármacos ou com a terapia genética – mas existe um método mais simples, que melhora exponencialmente a eficácia: o exercício físico.
Atividade e movimento não apenas induzem a formação de neurônios, mas criam também as condições ideias para o seu crescimento “limpando” o ambiente inflamatório que essa doença instaura no cérebro do paciente. A descoberta, descrita no último número da revista Science, foi feita por cientistas do Massachusetts General Hospital.


Mens sana in corpore sano, mente sã em corpo são, já ensinavam os antigos romanos. A atividade física mantem a juventude do corpo e da mente. Vida sedentária mata.

A neurogênese no adulto, ou seja o processo de formação de novas células nervosas que permanece em algumas áreas do cérebro inclusive depois da fase do desenvolvimento embrionário e neonatal, acontece no hipocampo (uma pequena estrutura cerebral essencial para o aprendizado) e em uma outra formação chamada estriado cerebral.
Esse processo de renovação neuronal, embora sendo parcial, é crucial para a preservação da memória: a equipe de cientistas norte-americanos procurou entender se e como ele é perturbado e até mesmo interrompido nos casos do Mal de Alzheimer. Buscou-se saber também se ele pode ser retomado e descobriu-se que, nos ratos, o processo de neurogênese pode ser induzido através do exercício físico, com fármacos ou com uma terapia genética que estimulasse a produção de células progenitoras dos neurônios.
Mortos ao nascer
Existia, no entanto, uma diferença substancial. Nos ratos tratados com estas duas últimas técnicas, os benefícios cognitivos eram modestos. Mas, naqueles que foram mantidos “em movimento”, não apenas foram notadas importantes melhorias cognitivas, mas também uma redução das placas beta-amiloides típicas da doença. Os novos neurônios nascidos graças aos fármacos ou à terapia genética não eram, com efeito, capazes de sobreviver nas áreas cerebrais já tomadas pela neuroinflamação devida ao Alzheimer (que, com a proliferação incontrolada de placas e emaranhados proteicos, sufoca as células cerebrais.
A atividade física, ao contrário, induz, junto à formação de novos neurônios, a criação de um ambiente ideal para o seu crescimento e sobrevivência: particularmente, favorecendo a liberação de uma substâncias – o fator neurotrófico cerebral ou BDNF – que nutre e sustenta as células nervosas. Quando os cientistas acrescentaram essas substâncias aos neurônios nascidos com os outros dois métodos, melhoraram também os benefícios cognitivos.
De qualquer forma, ainda estamos longe de poder lançar mão desses processos para os seres humanos: mas se trata de qualquer modo de uma promissora via de pesquisa em um setor que se encontra no momento um tanto parado, pelo menos do ponto de vista farmacológico.


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SAÚDE DOS MAIS POBRES


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30.10.2018, 23:56

COMO UMA DEMOCRACIA PODE ACEITAR ESSA SITUAÇÃO?

No seu relatório anual mais recente, a seção francesa da organização Doctors of the World (Médecins du Monde - Médicos do Mundo) denuncia uma degradação do estado de saúde das pessoas em situação de grande precariedade, e também as dificuldades de acesso às estruturas de saúde públicas às quais os mais pobres têm direito. O baixo nível socioeconômico é um dos mais fortes indicadores de morbidade e mortalidade prematura em todo o mundo, afirma o estudo.


Por: Cécile Thibert - Le Figaro Santé 

«Há trintas anos nossas equipes atuam junto aos mais pobres. Há trinta anos nossos médicos, enfermeiros e técnicos da saúde realizam sem descanso, como voluntários, tarefas que deveriam ser asseguradas pelo Estado. E, nos nossos centros de atendimento e cuidados gerais, as filas de espera são mais longas a cada dia que passa”. Esse texto faz parte do 18o Relatório Anual da organização Médecins du Monde (MdM), lançado durante a recente Jornada Mundial contra a Miséria, na França. No momento em que o país, e tantos outros, vive uma grande crise migratória, essa constatação se torna particularmente alarmante. «Infelizmente, constatamos que as coisas permanecem como antes, e verificamos que existe inclusive uma degradação dessa situação”, diz Yannick Le Bihan, diretor de operações da Médecins du Monde na França.
O ano passado, os médicos dos centros de atendimento, cuidados e orientação da organização realizaram mais de 30 mil consultas médicas e atenderam cerca de 18.800 pessoas. Seis mil outras vieram em busca de ajuda administrativa, jurídica ou social. «Existe uma diversidade muito grande de nacionalidades, constata Yannick Le Bihan. 96% dessas pessoas são de origem estrangeira, principalmente da África subsaariana». Dentre os pacientes, dois de cada cinco necessitam de uma tomada urgente de providências e mais da metade sofrem de alguma doença crônica (hipertensão, diabetes, etc). Os motivos de consulta eram sobretudo por problemas digestivos, respiratórios e osteoarticulares.
  
«Quando deixaram seus países, a maior parte dessas pessoas gozavam globalmente de boa saúde”.

Os problemas psicológicos são igualmente frequentes: em 2017, os distúrbios dessa ordem foram detectados em cerca de 9% dos pacientes, em particular os distúrbios de ansiedade (angústia, estresse, doenças psicossomáticas) bem como as síndromes depressivas. «As síndromes pós-traumáticas são muito importantes”, ressalta o médico Christian Bensimon, membro da Médecins du Monde na localidade de Saint-Denis. «Os traumatismos podem surgir no próprio contexto da situação que provocou o exílio, e se acumulam ao longo do trajeto migratório ». Mas absorver essas necessidades se torna impossível em um contexto no qual a psiquiatria já se encontra em grande dificuldade.
«Quando elas deixam os seus países, a maior parte dessas pessoas se encontram globalmente em boa saúde”, esclarece Yannick Le Bihan. «É na França que sua saúde se degrada, devido às condições de vida que lhes são impostas ». 98,5% dessas pessoas vivem abaixo do nível de pobreza, quase a metade não possui nenhum tipo de recursos e apenas 6% dispõem de um alojamento pessoal. Na cidade de Calais, onde o contexto é particularmente difícil por causa das condições de higiene muito degradadas e das numerosas intervenções policiais, os médicos observam um surto de doenças dermatológicas e de feridas super infectadas, bem como um aumento de comportamentos de dependência a drogas, sobretudo o álcool.


POBREZA ENCURTA A VIDA MAIS QUE OBESIDADE, ÁLCOOL E HIPERTENSÃO

Estudo critica a OMS – Organização Mundial da Saúde) por não incluir a desigualdade como fator ser combatido.

Por: Javier Salas

A evidência científica é robusta: a pobreza e a desigualdade social prejudicam seriamente a saúde. No entanto, as autoridades de saúde não dão a esses fatores sociais a mesma atenção que dedicam a outros quando tentam melhorar a saúde dos cidadãos. Um estudo sobre 1,7 milhão de pessoas, publicado pela revista médica The Lancet, traz de volta esse problema negligenciado: a pobreza encurta a vida quase tanto quanto o sedentarismo e muito mais do que a obesidade, a hipertensão e o consumo excessivo de álcool. O estudo é uma crítica às políticas da Organização Mundial da Saúde (OMS), que não incluiu em sua agenda este fator determinante da saúde — tão importante ou mais do que outros que fazem parte de seus objetivos e recomendações.
O baixo nível socioeconômico é um dos mais fortes indicadores de morbidade e mortalidade prematura em todo o mundo.

“O baixo nível socioeconômico é um dos mais fortes indicadores de morbidade e mortalidade prematura em todo o mundo. No entanto, as estratégias de saúde global não consideram as circunstâncias socioeconômicas pobres como fatores de risco modificáveis”, dizem os  autores do estudo publicado pela The Lancet, cerca de trinta especialistas de instituições de prestígio como a Universidade da Colúmbia, o King's College de Londres, a Escola de Saúde Pública de Harvard e o Imperial College de Londres.
Seu trabalho se concentrou nos dados de 1,7 milhão de pessoas para analisar como o nível socioeconômico influi na saúde e na mortalidade em comparação com outros fatores mais convencionais, como o tabagismo ou a obesidade. O resultado está de acordo com estudos anteriores: a pobreza é um agente que afeta a saúde de forma tão sólida e consistente como o tabaco, o álcool, o sedentarismo, a hipertensão, a obesidade e o diabetes. Além disso, a capacidade de encurtar a vida é maior do que vários desses fatores. O baixo nível socioeconômico reduz a expectativa de vida em mais de 2 anos (2,1) em adultos entre 40 e 85 anos; o alto consumo de álcool reduz em meio ano; a obesidade encurta 0,7 ano; o diabetes reduz a expectativa de vida em 3,9 anos; a hipertensão em 1,6 ano; o sedentarismo, 2,4 anos; e o pior, reduzindo a média de vida 4,8 anos, o hábito de fumar.

Da mesma maneira que se pode promover o abandono do hábito de fumar ou o esporte entre a população, o artigo defende que a pobreza também pode ser modificada.

A escolha desses fatores não é casual: são aqueles tomados pela OMS para combater as doenças não contagiosas no seu plano para reduzir sua incidência em 25% até 2025, o chamado objetivo 25X25. “Nossas descobertas sugerem que as estratégias e ações globais definidas no plano de saúde da OMS excluem de sua agenda um importante determinante da saúde”, criticam os pesquisadores, liderados por Silvia Stringhini, do Hospital Universitário de Lausanne. E acrescentam: “A adversidade socioeconômica deve ser incluída como fator de risco modificável nas estratégias de políticas de saúde locais e globais e no monitoramento do risco para a saúde”.
Da mesma maneira que se pode promover o abandono do hábito de fumar ou o esporte entre a população, o artigo defende que o fator socioeconômico também pode ser modificado em todos os níveis, com intervenções como a promoção do desenvolvimento na primeira infância, as políticas de redução da pobreza ou a melhoria no acesso à educação. Portanto, as estratégias de prevenção para as doenças crônicas estão equivocadas por não abordarem “poderosas soluções estruturais”.
Não é ideologia, mas ciência
“A força da evidência do efeito do nível social sobre a mortalidade, como exemplifica o estudo de Stringhini e seus colegas, agora é impossível de ignorar”, diz um comentário na The Lancet assinado por Martin Tobias, especialista do Ministério da Saúde da Nova Zelândia. Ele acrescenta: “Eles baseiam seu argumento não na ideologia política, mas na ciência rigorosa”. De acordo com o epidemiologista, ter baixo nível socioeconômico “significa ser incapaz de determinar o próprio destino, privado de recursos materiais e com oportunidades limitadas, que determinam tanto o estilo de vida quanto as oportunidades de vida”.
“A evidência diz que a desigualdade mata. Estamos interessados na saúde do país, tanto na dos pobres quanto na dos ricos?”, pergunta Manuel Franco

O pesquisador espanhol Manuel Franco, que não participou do estudo, acredita que “é importante que os autores mostrem que o fator socioeconômico importa, e importa tanto quanto os apontados pela OMS”. “A evidência diz que a desigualdade mata. Estamos interessados na saúde do país, tanto na dos pobres quanto na dos ricos? Esse fator não é atacado porque não interessa”, diz Franco, epidemiologista da Universidade de Alcalá de Henares, especialista nos efeitos dos fatores sociais e ambientais sobre a saúde.
Franco explica como nos países ricos (o estudo foi centrado em dados do Reino Unido, França, Suíça, Portugal, Estados UNidos e Austrália) há diferenças “insuportáveis” na expectativa de vida dentro da mesma cidade, como Barcelona, Madri, Glasgow ou Baltimore. “E a diferença não para de crescer: a expectativa de vida dos pobres não cresce como a dos ricos”, denuncia. E conclui: “Fazemos pesquisas para melhorar alguma coisa. Sabemos que existem fatores estruturais que prejudicam a saúde, mas as autoridades não querem atacá-los, preferem falar apenas dos fatores individuais: pratique esporte, não fume”.


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A MAGIA DA AMAZÔNIA



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TRABALHADOR GRISALHO

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23.10.2018, 22:53

COMO SOBREVIVER APÓS SUPERAR A BARREIRA DOS 50 ANOS

Se ela é sinônimo de experiência, a idade também costuma ser acompanhada por uma maior vulnerabilidade em relação a certos riscos. Daí a necessidade de se organizar e se poupar para enfrentar com sucesso a fronteira da terceira idade.



Por: Anne Lefèvre-Balleydier – Le Figaro Santé 

“O envelhecimento não acontece subitamente, de um momento para outro. Ele é um processo contínuo inerente ao próprio transcorrer da vida, durante o qual as capacidades se transformam e as competências evoluem. Quando o envelhecimento se apoia em condições de trabalho de boa qualidade, isso pode ser uma grande oportunidade não apenas para o trabalhador mas também para todos aqueles que fazem parte do seu grupo”, explica Catherine Delgoulet,  professora e pesquisadora no Laboratório do Trabalho da Universidade Paris-Descartes.
A fronteira dos 50 anos é, em toda a parte, um desafio no mundo profissional. Isso é ainda mais verdadeira quando nos encontramos submetidos a pressões temporais, físicas, psíquicas ou ligadas à organização: cadeia de montagem, carregamento de cargas pesadas, posturas penosas e desconfortáveis, horários atípicos, mudanças brutais de métodos e plannings de trabalho, etc. Nessas condições, o declínio associado ao envelhecimento pode se amplificar, e nossa saúde pode ficar ameaçada. Claro, as estatísticas mostram que os acidentes de trabalho são menos frequentes com os seniors do que com o resto dos trabalhadores. Mas, quando acontecem, costumam ser mais graves. Daí a importância de se precaver...
Acidentes mais raros, porém mais graves
Baseando-se em relatos de acidentes, dois especialistas do Instituto Nacional de Pesquisa de Segurança (INRS, França) ressaltam: “Fala-se com frequência de um comportamento mais responsável dos seniors em relação aos mais jovens em relação à segurança”. Mas em sua análise, Claude Tissot e Jean-Claude Bastide também notam que “certos relatos mostram casos de subestimação do risco malgrado uma experiência profissional confirmada”. Os dois pesquisadores detectam, além disso, que “a gravidade do acidente é o primeiro critério que caracteriza os trabalhadores em processo de envelhecimento”, com 72% de acidentes mortais entre os que têm mais de 45 anos, contra 56% para os que têm menos dessa idade.
Trata-se de uma tendência que acaba de ser confirmada por uma pesquisa publicada em abril último pela Saúde Pública Francesa, da qual um relatório aponta para o período 2011/2012 um índice de acidentes graves duas vezes mais elevado para os que têm mais de 50 anos (ou seja 12% contra 6%) para os trabalhadores de regime geral e também para os que estão no regime agrícola. Como deixa claro Julien Brière, epidemiologista da Agência Nacional de Saúde Pública (França), “o fenômeno é ainda mais marcante para as mulheres, com uma frequência de acidentes mais elevada que para o conjunto de trabalhadores no que diz respeito a quedas de lugares altos e também para tombos por escorregões na superfície do terreno, causadas por passos em falso ou por perda do equilíbrio. Partindo de constatações do gênero, existe realmente a necessidade de campanhas de prevenção. Mas concretamente, o que se deve fazer para possibilitar a todos um bom envelhecimento sem deixar de trabalhar?
Necessidade de quatro vezes mais claridade
Os especialistas do INRS possuem muitas propostas nesse sentido. Em se tratando de trabalho físico, eles recomendam suprimir o mais possível as tarefas mais penosas para os seniors, lançando-se mão de alguma ajuda mecânica (por exemplo, as máquinas que servem para se levantar objetos pesados). Ou ainda, usar o recurso do trabalho coletivo, em equipe, de modo que os esforços violentos não sejam desempenhados pelos mais idosos. Ao mesmo tempo, preconiza-se a rotatividade das pessoas empenhadas em alguma tarefa, para se evitar a fadiga e o desgaste representados pelos gestos e movimentos repetitivos e por períodos demasiado longos.
De modo paralelo, aconselha-se também a otimização da organização entre os trabalhadores, para evitar que os seniors atuem em horários atípicos, e para impedir que o ritmo do trabalho seja ditado por máquinas ou por jovens inexperientes. Por fim, o INRS preconiza a redução dos níveis de ruído, da quantidade de mensagens sonoras e visuais, bem como a adaptação da iluminação ao ambiente de trabalho: aos 60 anos, uma pessoa precisa de quatro vezes mais claridade do que aos 20 anos para conseguir ver bem.
Facilitar o teletrabalho
Tais recomendações coincidem em boa parte com aquelas que são preconizadas pelo Top Employers Institute. Especializado na certificação da qualidade das condições de trabalho – sem levar em conta as diferentes idades dos trabalhadores -, esse organismo ressalta vários pontos: a necessidade de espaços de trabalho mais silenciosos e tranquilos, a existência de equipamentos esportivos, a possibilidade de teletrabalho, ouvir os trabalhadores, ou ainda a colocação à disposição de ferramentas destinadas a pilotar a sua formação e o seu bem-estar. Tais providências parecem ser um dos principais favores que favorecem o grande progresso da Finlândia, por exemplo, um país no qual, hoje, a média  de seniors que permanecem trabalhando até uma idade bem avançada é de 63%. Quanto à França, certas grandes empresas assinaram acordos coletivos, por exemplo, para facilitar a passagem ao tempo parcial (part-time) ou ao teletrabalho (homework) a partir da idade de 54 anos.
Deve-se dizer ainda que, de maneira geral, a idade é muito frequentemente percebida de forma negativa no mundo do trabalho: ela é o primeiro item na lista dos motivos de discriminação. É preciso encontrar rapidamente uma solução para isso, tendo-se em vista o envelhecimento geral da população. Manter ativos os mais idosos que desejam permanecer trabalhando é uma evolução sociocultural que, em nossos países, precisa ser considerada.

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